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História do transplante capilar

F.U.E. follicular unit extraction
Poucas áreas médicas avançaram tanto nos últimos anos como a cirurgia para tratamento da calvície. O transplante capilar já era realizado com sucesso pelos japoneses antes e durante a Segunda Guerra Mundial (Sasagawa/Okuda nos anos 1930 e Tamura em 1943). Porém, foi só nos anos 1950 que o dr. Norman Orentreich introduziu o conceito de dominância da área doadora, em que os cabelos transplantados mantinham sua integridade, características e crescimento mesmo na região calva.

A técnica foi popularizada rapidamente utilizando enxertos de 4 mm de diâmetro. Devido ao tamanho, eles proporcionavam o inevitável aspecto de “cabelo de boneca”, pois continham grande quantidade de fios por enxerto. Esse tipo de cirurgia era realizada com os punchs, (instrumento utilizado para retirar os tufos da área doadora), o que acabava acarretando cicatrizes na região, prejudicando futuras doações.
F.U.E. follicular unit extraction


Nos 30 anos subsequentes os enxertos foram se tornando cada vez menores. No início dos anos 1980 os primeiros refinamentos da linha de frente, com a utilização de microenxertos, foram impulsionados pelos trabalhos de Nordstrom, Munir Cury, Clínica Moser (Áustria) e Uebel.

F.U.E. follicular unit extraction
Em 1984, Headington publicou um importante trabalho, no qual descreveu de forma detalhada a anatomia do couro cabeludo. Em contraste com o pensamento popular de que o couro cabeludo é formado por milhares de fios, que nascem isoladamente, as unidades anatômicas mínimas são compostas por grupos de um a quatro fios, envoltos por um anel de tecido conjuntivo que os protege, com inervação, circulação e também com glândulas sebáceas que dão a oleosidade natural ao couro cabeludo. Assim, nasceu o importante conceito de unidade folicular. 

F.U.E. follicular unit extraction

Em outubro de 1988, o dr. Bob Limmer realizou o primeiro transplante capilar com apenas unidades foliculares. Nos 3 anos subsequentes aconteceu a padronização da técnica com a retirada de uma elipse da área doadora, seguida pela dissecção dos enxertos por meio de microscópios e sua implantação, utilizando-se túneis criados por agulhas. Porém, só a partir de 1995, com a publicação Follicular transplantation, pelos doutores Bernstein e Rassman, a técnica passou a ser difundida em todo o mundo. Dessa forma, o “cabelo de boneca” se tornou algo ultrapassado.



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